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Os custos que os pequenos negócios devem observar na hora de contratar um empréstimo.

Quem nunca pegou um empréstimo para montar ou alavancar um negócio? Com certeza a maioria dos empreendedores já se utilizou desse expediente para capitalizar-se, expandir a capacidade produtiva, ou dar um upgrade no parque tecnológico do seu negócio. Nestes casos, o empréstimo pode ser uma boa solução, mas o empreendedor tem que atentar para os custos que são embutidos no valor do financiamento.

Às vezes, falta clareza, ou as informações vêm descritas em letras minúsculas nos contratos, gerando desinteresse pela leitura destes, além de nem sempre serem apresentadas claramente pelas financeiras, na oferta do empréstimo. Os empreendedores, via de regra, se concentram apenas no obvio ou no que as instituições desejam que eles vejam. Ou seja, eles têm interesse apenas no valor das parcelas e na taxa de juros cobrada, e se esquecem de outras despesas que pesam no valor final do empréstimo. Por isso, os empreendedores devem ficar atentos ao chamado Custo Efetivo Total (CET) da operação de crédito.

E qual a relevância de contrair um empréstimo?

Antes de apresentar a composição do CET da operação de crédito, vale ressaltar a importância de um bom planejamento, como exercício crucial para o sucesso do seu negócio. A decisão de tomar um empréstimo deve ser balizada por critérios objetivos. Evite a tomada de decisão por impulso. Isso não quer dizer que trabalhar com recursos de terceiros seja uma má ideia. É necessário, pois, levar em consideração alguns fatores norteadores para a realização de uma operação financeira desse tipo mais segura.

Em primeiro lugar, o empreendedor deve se perguntar: por que preciso pegar um empréstimo? No mínimo, as respostas devem atender os seguintes requisitos:

  1. Para fins de economicidade – um equipamento essencial ao processo produtivo quebrou. O custo para recuperar é quase igual ao valor de aquisição de um novo. Nesse caso, o empreendedor pode comprar um novo parcelado sem comprometer o capital de giro ou direcionar recursos para investimento.
  2. Para ganhar mais dinheiro – recursos necessários para aquisição de máquinas e equipamentos que vão ampliar a capacidade produtiva da empresa e aumentar o faturamento em 10%.
  3. Para a sobrevivência do negócio – o empreendimento não tem capital de giro ou está sem reserva financeira para continuar girando o negócio, está é a única solução.

Em segundo lugar, tão importante quanto se perguntar o porquê, é saber quando pegar o dinheiro emprestado. Neste caso, o empreendedor deve atentar para os seguintes quesitos:

  1. Somente após análise criteriosa das finanças do negócio e considerando suas despesas fixas e variáveis, bem como as despesas essenciais e as que são passíveis de serem cortadas, mesmo que temporariamente, é possível calcular quanto é necessário se economizar para garantir a própria sobrevivência do negócio.
  2. Quanto esse crédito vai custar mensalmente, por quanto tempo e qual o seu valor final, com juros e correção monetária? Desse modo se confere o impacto do valor da parcela no fluxo de caixa e na manutenção do capital giro para não inviabilizar o negócio.
  3. Quanto esse dinheiro vai trazer de retorno financeiro para o seu negócio?. Por exemplo: um crédito de R$ 10 mil para investimento vai proporcionar um aumento de 20% na capacidade de produção e venda e a empresa vai ter um retorno ou um ganho financeiro acima de 30% do valor solicitado.

Além de todos esses cuidados não se pode deixar de fazer um mapeamento, uma avaliação, e uma comparação das taxas de juros dos financiamentos ofertadas no mercado pelas instituições financeiras habilitadas. Para tanto, acesse à página do Banco Central que contêm as taxas médias de juros remuneratórios utilizadas no mercado pelas principais instituições bancárias e financeiras do país.

Uma vez tomada a decisão consciente de captar recursos externos, por meio de empréstimo para alavancar o negócio, é hora também de avaliar o CET, de como calcular esse custo e aprender por que ele precisa ser considerado no momento da tomada do empréstimo, para obter crédito personalizado sem comprometer a capacidade financeira do negócio.

Afinal, o que é Custo Efetivo Total (CET) de uma operação?

O Custo Efetivo Total é expresso na forma de uma taxa percentual anual. Ele engloba todos os encargos e despesas das operações, tais como tarifas, tributos, seguros e outros encargos cobrados do cliente. Em síntese: corresponde à soma de todas as despesas que sua empresa deve pagar sempre que contrata um empréstimo.

Num conceito mais clássico o CET é a taxa que considera todos os encargos, juros, despesas e qualquer outras despesas incidentes nas operações de crédito e de arrendamento mercantil financeiro, contratadas ou ofertadas a pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (ME) ou empresas de pequeno porte (EPP).

Assim, o CET é um indicador que mostra ao consumidor, de forma clara e objetiva, o quanto a operação vai lhe custar. Isso acontece porque, aos juros cobrados, são acrescidos tarifas, seguros, taxas e outros valores, aumentando a taxa final da operação.

Geralmente, esses custos adicionais passam despercebidos, fazendo com que o consumidor não saiba ao certo quanto está pagando de verdade por eles. Por isso, no cálculo do CET, normalmente estão embutidos os seguintes custos:

  • Taxa de juros da operação;
  • Taxa de análise de crédito;
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
  • Taxa de Abertura de Crédito (TAC);
  • Seguros;
  • Taxas administrativas em geral;
  • Taxas de manutenção do cadastro;
  • Pagamentos de serviços de terceiros;
  • Despesas com cartório;
  • Demais tarifas (que devem ser discriminadas e detalhadas).

Portanto, no cálculo do CET são contabilizadas todas essas despesas, sintetizadas na forma de percentual anual, correspondente ao valor real que será cobrado sobre o montante emprestado pela instituição financeira. Ressalte-se, todavia, que a taxa de juros é o maior encargo incidente sobre qualquer operação de crédito contraída com as instituições financeiras.

Como calcular o Custo Efetivo Total?

O cálculo do CET de uma operação de empréstimo ou financiamento é feito por uma equação bastante complexa de matemática financeira. De uma maneira simples, ele leva em consideração:

  • o valor do crédito concedido, deduzidas as despesas e tarifas pagas antecipadamente;
  • os valores cobrados, que incluem amortizações, tarifa de cadastro, seguro, os juros e demais tributos;
  • o intervalo entre o dia do desembolso inicial do empréstimo e a data de pagamento das parcelas, definido em dias corridos;
  • o prazo do contrato, também descrito em dias corridos;
  • a data do pagamento das parcelas cobradas, e;
  • a data da liberação do empréstimo pela instituição financeira.

De acordo com a Resolução do Banco Central que dispõe sobre o Custo Efetivo Total, todo agente financeiro deve expor de forma clara e objetiva no contrato de empréstimo como foi feito o cálculo do CET. Isso garante mais transparência para as operações de crédito e permite que o solicitante se planeje de maneira adequada para honrar com o compromisso assumido.

Segundo a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 3.517, o cálculo do CET é feito pela seguinte equação:

 Difícil de entender, né?

Então, vamos tentar traduzir para facilitar o entendimento. Separamos abaixo o significado de cada termo da fórmula, de cada uma das letras para facilitar o entendimento de como calcular o CET:

N: é o prazo do contrato, sendo descrito em dias corridos;

J: intervalo entre a data do pagamento das quantias periódicas e o dia do desembolso inicial, sendo definido em dias corridos;

FCj: valores cobrados, incluindo juros, amortizações, tarifa de cadastro, prêmio de seguro ou taxa de renovação de cadastro, além de qualquer outro encargo, tributo ou custo cobrado;

dj: consiste na data do pagamento das quantias cobradas, sendo periódicos ou não (FCj);

d0: é a data de liberação do empréstimo/crédito pela instituição financeira (FC0).

FC0: é o valor do crédito dado, deduzido das despesas e tarifas pagas de modo antecipado;

De forma bastante didática, vamos demonstrar, no exemplo abaixo, a importância de conhecer o que é Custo Efetivo Total (CET) de uma operação de crédito. Imaginemos, por exemplo, uma operação de crédito no valor de mil reais, considerando uma taxa de juros de 12% ao ano que corresponde a uma taxa de 0,95% ao mês, num prazo de 12 meses. Neste caso, teríamos uma parcela mensal no valor de R$ 88,56 um custo total do crédito ao final do período de R$ 1.062,74, considerando o pagamento da primeira parcela para 30 dias. Ou seja, o custo efetivo total continuaria sendo os mesmos 12% de taxa de juros anuais.

Agora, imagine o mesmo exemplo, acrescentando R$ 10,00 de IOF, R$ 10,00 de TAC, R$ 10,00 de seguro e outras tarifas que juntas somam R$ 50,00 e mantendo o mesmo valor, a mesma data de vencimento e a mesma taxa de juros. O custo efetivo total dessa transação seria de 31,58%, o equivalente a 2,31% ao mês. Observe que, se você se concentrasse apenas nos 12% da taxa de juros, não estaria identificando todos os custos desse empréstimo.

Mas se você não é um especialista em usar ou fazer planilhas de cálculo eletrônica para fazer as contas relacionadas ao CET, relaxa, essa fórmula geralmente é realizada por especialistas e, sempre conta com a ajuda de uma calculadora científica. Você também pode encontrar com muita facilidade, diversos simuladores de empréstimos ou operações de financiamento em sites na internet. Eles já vêm prontinhos. Basta preencher com as informações. É justamente por esse motivo as instituições financeiras devem informar aos clientes o valor do CET, afinal nem todos conseguem realizar esse cálculo.

E por que o meu negócio precisa conhecer o CET?

O ato de gerenciar um negócio envolve dentre tantos outros desafios o de bem planejar e correr riscos calculados. Administrar significa também efetuar o planejamento financeiro do negócio. Por isso, quando você decide contratar um empréstimo para o seu negócio, precisa encontrar uma alternativa que não coloque em risco seu fluxo de caixa, o capital de giro e a capacidade financeira de manter suas obrigações, tampouco o pagamento das parcelas que vai contrair no novo empréstimo.

É fundamental que o empreendedor, durante as simulações de crédito, obtenha o custo efetivo total de cada oferta e compare os encargos de cada instituição financeira, escolhendo a melhor opção para sua empresa. Vale lembrar que ao comparar o CET oferecido por diferentes instituições financeiras deve-se considerar um mesmo valor e prazo de pagamento.

Além disso, ciente da taxa de juros e de todas as demais tarifas e despesas da oferta de crédito, o empreendedor pode, por exemplo, utilizar o CET para negociar ou reduzir juros e parcelas cobrados pelo credor. Também consegue identificar discrepâncias e cobranças indevidas entre a oferta e o contrato.

Neste momento, você pode estar diante da oportunidade que precisava para criar, transformar e/ou ampliar seu negócio. Conheça a PegFacilFortaleza e compare as taxas de CET praticadas; caso necessite de apoio para a sua caminhada empreendedora descubra um jeito fácil e descomplicado de fazer negócio. Ela irá te ajudar a contratar o crédito ideal para o seu negócio, com uma das taxas de juros mais baixas do mercado e prazos longos de pagamento, com parcelinhas que cabem no seu bolso. Cadastre-se em nosso site www.pegfacilfortaleza.com.br e faça  a uma simulação de empréstimo! É online e de graça.

 

 

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